Bruxismo e Sono: Como o Travesseiro Pode Ajudar na Tensão Muscular

Bruxismo e Sono: Como o Travesseiro Pode Ajudar

Quem tem bruxismo costuma prestar atenção nos dentes e na mandíbula, mas existe outro ponto que merece ser observado: a posição em que cabeça, pescoço e mandíbula permanecem durante o sono.

O travesseiro não trata o bruxismo. Ainda assim, altura e formato interferem diretamente na maneira como a cabeça é apoiada durante várias horas. Para quem acorda com a mandíbula cansada, tensão no rosto ou desconforto cervical, vale olhar também para a ergonomia do sono.

O consenso internacional coordenado por Frank Lobbezoo e colaboradores, publicado em 2018, define o bruxismo do sono como uma atividade dos músculos mastigatórios que pode ocorrer de forma rítmica ou não rítmica. Os autores fazem uma distinção importante: em pessoas saudáveis, o bruxismo não deve ser considerado automaticamente uma doença, embora possa representar um fator de risco em determinadas situações. Consenso internacional sobre bruxismo — PubMed.

Isso ajuda a colocar o papel do travesseiro no lugar certo. A proposta não é fazer o travesseiro “parar” o bruxismo, mas evitar que uma postura inadequada acrescente mais tensão a uma região que já pode estar sobrecarregada.

Qual é a relação entre bruxismo, tensão muscular e posição de dormir?

Durante o bruxismo do sono existe atividade dos músculos responsáveis pelos movimentos da mandíbula. Já a posição em que dormimos determina como cabeça, pescoço, ombros e face ficam apoiados.

São coisas diferentes, mas que podem se encontrar durante a noite.

Uma pessoa pode ter bruxismo e, ao mesmo tempo, dormir com a cabeça excessivamente inclinada, pressionar a mandíbula contra o travesseiro ou colocar a mão sob o rosto para encontrar uma posição confortável. Nesses casos, existe um componente postural acontecendo junto com a atividade muscular.

Também é importante não colocar todos os sintomas na conta do bruxismo. Dor na mandíbula, cefaleia, tensão facial, desconforto cervical e sensibilidade na região da Articulação Temporomandibular (ATM) podem ter diferentes origens e precisam ser avaliados dentro de um contexto mais amplo.

A relação entre bruxismo e Disfunção Temporomandibular (DTM), inclusive, vem sendo estudada há bastante tempo.

Uma revisão de Daniele Manfredini e Frank Lobbezoo, publicada em 2021, analisou 47 estudos e mostrou que essa associação varia de acordo com a maneira utilizada para identificar o bruxismo. Estudos baseados apenas no relato dos pacientes chegaram a resultados diferentes daqueles que utilizaram métodos instrumentais. Revisão sobre bruxismo do sono e DTM — PubMed.

Já uma meta-análise de Hamed Mortazavi e colaboradores, publicada em 2023, encontrou associação estatística entre bruxismo e DTM nos estudos analisados. Isso reforça a importância de investigar os dois fenômenos, mas não permite concluir que todo bruxismo provoca DTM ou que toda DTM tenha origem no bruxismo. Meta-análise sobre bruxismo e DTM — PubMed.

E onde entra a posição de dormir?

É mais fácil entender olhando para alguém deitado de lado.

O ombro fica entre o colchão e a cabeça e cria um espaço que precisa ser preenchido pelo travesseiro. Se ele for muito baixo ou muito alto para aquela pessoa, a cabeça pode ficar inclinada em relação ao restante da coluna.

Por isso, a altura adequada do travesseiro depende também do corpo de quem vai utilizá-lo.

Essa preocupação já aparecia no artigo que apresentou o conceito do Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep® à comunidade profissional, publicado na Revista FISIO & TERAPIA em 2003. Os autores discutiam a importância de apoiar cabeça e pescoço buscando uma posição neutra e relacionavam a escolha do travesseiro ao biotipo do usuário.

Mas existe uma particularidade quando falamos de mandíbula.

Algumas pessoas, principalmente quando dormem de lado e mais encolhidas, acabam colocando a mão ou o braço embaixo do rosto. O artigo de Boanerges Araújo Netto Jr. e colaboradores discute justamente a pressão externa exercida sobre a mandíbula nessas posições e sua possível relação com contrações musculares prolongadas.

Em vez de avaliar um travesseiro apenas pela sensação de maciez, portanto, vale observar quatro coisas:

  1. A cabeça fica alinhada com o restante da coluna?
  2. O pescoço está apoiado sem ficar inclinado demais para cima ou para baixo?
  3. A mandíbula encontra apoio ou você costuma colocar a mão ou o braço embaixo do rosto?
  4. A altura do travesseiro combina com seu ombro, seu corpo e o colchão em que você dorme?

Essas perguntas dizem muito mais sobre ergonomia do que simplesmente escolher entre um travesseiro “alto” ou “baixo”.

Como o travesseiro pode ajudar no posicionamento da mandíbula e da coluna cervical?

Um bom travesseiro precisa fazer algo aparentemente simples: preencher o espaço entre o colchão e a cabeça sem forçar uma posição artificial.

Quando a pessoa dorme de lado, isso envolve ombro, pescoço, cabeça e também a forma como a mandíbula encontra apoio.

Foi a partir dessa relação que surgiu o Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep®.

O produto foi desenvolvido pelo Dr. Boanerges Araújo Netto Jr., cirurgião-dentista especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial. O artigo que apresentou seus fundamentos foi publicado em 2003 e descreve como observações sobre postura, apoio mandibular e cervical levaram ao desenvolvimento do formato original.

Desde então, o Bona’Sleep® foi remodelado. A versão atual mantém o princípio ergonômico original, mas utiliza uma nova construção, com encaixe anatômico para o ombro e regulagem de altura por camadas removíveis.

1. Encaixe anatômico para o ombro

Esse talvez seja o detalhe que mais chama atenção quando se olha para o Bona’Sleep® pela primeira vez.

Em vez do formato totalmente retangular de um travesseiro convencional, ele possui um recorte onde o ombro pode se encaixar. Assim, a pessoa consegue aproximar o corpo do travesseiro sem precisar avançar o ombro sobre a área destinada à cabeça.

Isso se torna particularmente interessante quando dormimos de lado e assumimos uma posição um pouco mais encolhida.

O próprio desenvolvimento do Bona’Sleep® começou a partir dessa observação. No artigo original, Boanerges relata ter percebido a tendência de usar a mão como apoio quando a mandíbula ficava fora da superfície do travesseiro. A partir daí surgiu o primeiro protótipo com encaixe para o ombro.

O formato atual preserva essa ideia: aproximar ombro e travesseiro sem retirar da cabeça e da mandíbula a área necessária para apoio.

2. Regulagem de altura entre 7 e 14 cm

Outra diferença importante está dentro do travesseiro.

O Bona’Sleep® atual mede 35 × 60 cm e permite regular sua altura entre aproximadamente 7 e 14 cm. Para isso, utiliza quatro camadas removíveis: duas de 2 cm, uma de 1 cm e outra de 0,5 cm.

Na prática, isso permite experimentar diferentes configurações em vez de obrigar pessoas com corpos diferentes a utilizar exatamente a mesma altura.

Imagine duas pessoas dormindo de lado. Uma tem ombros estreitos; a outra, ombros largos. A distância entre a cabeça e o colchão não será necessariamente a mesma.

E existe outra variável: o próprio colchão.

Se o ombro afunda mais no colchão, a distância que o travesseiro precisa preencher pode diminuir. Em uma superfície com menor acomodação, essa distância pode ser maior.

Por isso, não faz muito sentido falar em uma única altura ideal de travesseiro para todo mundo.

3. Régua Bona’Sleep® para auxiliar na definição da altura

A regulagem resolve uma parte do problema. A outra pergunta é: por onde começar?

Para isso existe a Régua Bona’Sleep®.

O sistema utiliza uma referência corporal para auxiliar na escolha da configuração inicial do travesseiro. No material atual, são apresentadas a Régua Metálica Bona’Sleep® e a Régua Impressa Bona’Sleep®, utilizando como referência o espaço entre o sulco da axila e a lateral da face.

A medida não precisa ser entendida como uma fórmula rígida. Ela funciona como um ponto de partida para a regulagem.

Depois disso, é possível retirar ou acrescentar as camadas internas e observar o posicionamento real da pessoa sobre o colchão.

Corpo + largura do ombro + comportamento do colchão = altura necessária para aquele usuário.

4. Apoio da cabeça, mandíbula e coluna cervical

Aqui está uma diferença importante entre o conceito do Bona’Sleep® e a ideia genérica de um “travesseiro para cervical”.

O projeto considera cabeça, mandíbula, pescoço e ombro como partes do mesmo posicionamento durante o sono lateral.

Isso não quer dizer que o Bona’Sleep® interrompa o bruxismo. A atividade dos músculos mastigatórios que caracteriza o bruxismo é outra questão.

O que se busca é não acrescentar uma posição inadequada durante horas de sono a uma região que já pode estar submetida a tensão muscular.

Essa preocupação já fazia parte do projeto original. No artigo de 2003, os autores apontaram o encaixe para o ombro e a possibilidade de ajuste da altura como diferenciais ergonômicos do Bona’Sleep®. No mesmo trabalho, fizeram uma ressalva relevante: seriam necessários mais estudos para comprovar a eficácia clínica do modelo.

É uma distinção que vale preservar até hoje: uma coisa é melhorar as condições de suporte e posicionamento; outra é afirmar que um travesseiro trata o bruxismo.

Como escolher um travesseiro adequado para quem tem bruxismo ou DTM?

Se você tem bruxismo, DTM ou costuma acordar com tensão na mandíbula, não procure simplesmente por um “travesseiro anti-bruxismo”.

Esse termo dá a impressão de que existe um travesseiro capaz de resolver o problema sozinho, e não é assim que o bruxismo deve ser abordado.

Faz mais sentido observar alguns critérios objetivos.

O primeiro é como você costuma dormir. Quem passa boa parte da noite de lado precisa de espaço suficiente para o ombro e de uma altura capaz de sustentar a cabeça sem inclinar excessivamente o pescoço.

Depois vem o biotipo. A largura dos ombros interfere diretamente no espaço entre cabeça e colchão.

O terceiro ponto é o colchão. Ele não deve ser analisado separadamente do travesseiro, porque o quanto ombro e quadril afundam na superfície muda a posição final da coluna.

E, por último, vale observar algo que muitas vezes passa despercebido: onde ficam suas mãos enquanto você dorme?

Se você frequentemente coloca a mão ou o braço embaixo da face para conseguir apoio, pode ser interessante observar se o formato e a altura do travesseiro estão adequados à sua posição.

No Bona’Sleep® atual, esses fatores são trabalhados em conjunto por três recursos: encaixe anatômico para o ombro, quatro camadas removíveis para ajuste da altura e Régua Bona’Sleep® como referência para a configuração inicial.

E para quem acorda com dor ou tensão?

Aqui existe um limite importante.

Dor frequente na mandíbula, dificuldade para abrir a boca, dor próxima ao ouvido ou na região das articulações temporomandibulares, cefaleias recorrentes e sinais de desgaste dos dentes não deveriam ser tratados apenas com a troca do travesseiro.

Uma revisão sistemática de Jiménez-Silva e colaboradores, publicada em 2017, encontrou possível associação entre bruxismo e diferentes manifestações de DTM, mas também apontou limitações na qualidade das evidências disponíveis. Revisão sistemática sobre bruxismo e DTM — PubMed.

Nesses casos, o travesseiro pode fazer parte do cuidado com a ergonomia durante o sono, mas a investigação do bruxismo, da DTM ou da dor orofacial deve ser feita por um profissional habilitado.

O Bona’Sleep® trata o bruxismo?

Não. O Bona’Sleep® não deve ser apresentado como tratamento para bruxismo.

Seu papel está em outro ponto: oferecer condições de suporte para que cabeça, mandíbula e coluna cervical permaneçam em uma posição mais adequada durante o repouso.

O Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep® utiliza um formato pensado para acomodar o ombro, preservar área de apoio para cabeça e mandíbula e permitir que a altura seja ajustada de acordo com cada usuário.

Para alguém que convive com bruxismo, tensão mandibular ou DTM, isso significa olhar também para aquilo que acontece durante várias horas todas as noites: como o corpo está apoiado enquanto dorme.

O acompanhamento profissional continua sendo necessário quando existem sintomas. O travesseiro entra como parte da ergonomia do sono, não como substituto do diagnóstico ou do tratamento.

Bruxismo exige diagnóstico. Postura exige suporte. Durante o sono, os dois merecem atenção.

Perguntas frequentes sobre bruxismo, sono e travesseiro

Quem tem bruxismo precisa de um travesseiro específico?

Não existe um “travesseiro anti-bruxismo” capaz de tratar o problema. O que vale observar é se o travesseiro oferece uma altura adequada e permite que cabeça, cervical e mandíbula encontrem uma posição confortável, sem criar sobrecargas posturais desnecessárias.

Dormir de lado pode piorar o bruxismo?

Dormir de lado não deve ser considerado uma causa do bruxismo. Nessa posição, porém, a altura e o formato do travesseiro ganham importância porque influenciam a maneira como cabeça, pescoço, ombro e mandíbula ficam apoiados.

Qual é a altura ideal do travesseiro para dormir de lado?

Não existe uma medida que funcione para todas as pessoas. Largura dos ombros, biotipo, posição de dormir e o quanto o corpo afunda no colchão interferem na altura necessária. Por isso, a possibilidade de ajustar o travesseiro pode ser útil.

O travesseiro pode ajudar quem tem DTM?

Um travesseiro adequado pode ajudar a evitar posições que acrescentem sobrecarga à mandíbula e à região cervical durante o sono. Isso não significa que ele trate a Disfunção Temporomandibular. Quando existem sintomas de DTM, é indicada avaliação profissional.

O Bona’Sleep® substitui a placa para bruxismo?

Não. O Bona’Sleep® e a placa têm funções diferentes. O travesseiro atua no suporte postural durante o sono e não substitui placa, diagnóstico ou qualquer tratamento odontológico indicado para o paciente.

Principais pontos

  1. Bruxismo e postura durante o sono são questões diferentes, embora possam coexistir na mesma pessoa.
  2. Altura e formato do travesseiro interferem na maneira como cabeça, mandíbula, ombro e coluna cervical permanecem apoiados durante a noite.
  3. O Bona’Sleep® atual possui encaixe anatômico para o ombro e quatro camadas removíveis que permitem regular sua altura entre aproximadamente 7 e 14 cm.
  4. A Régua Bona’Sleep® fornece uma referência inicial para personalizar a altura do travesseiro de acordo com as características corporais do usuário.
  5. O Bona’Sleep® deve ser apresentado como um recurso de ergonomia e suporte durante o sono, e não como tratamento para bruxismo ou substituto de avaliação profissional.

Conheça o Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep®

Encaixe anatômico para o ombro, altura ajustável e um formato desenvolvido para favorecer o posicionamento de cabeça, mandíbula e cervical durante o sono.

Conheça o Bona’Sleep®

Quem tem bruxismo costuma prestar atenção nos dentes e na mandíbula, mas existe outro ponto que merece ser observado: a posição em que cabeça, pescoço e mandíbula permanecem durante o sono.

O travesseiro não trata o bruxismo. Ainda assim, altura e formato interferem diretamente na maneira como a cabeça é apoiada durante várias horas. Para quem acorda com a mandíbula cansada, tensão no rosto ou desconforto cervical, vale olhar também para a ergonomia do sono.

O consenso internacional coordenado por Frank Lobbezoo e colaboradores, publicado em 2018, define o bruxismo do sono como uma atividade dos músculos mastigatórios que pode ocorrer de forma rítmica ou não rítmica. Os autores fazem uma distinção importante: em pessoas saudáveis, o bruxismo não deve ser considerado automaticamente uma doença, embora possa representar um fator de risco em determinadas situações. Consenso internacional sobre bruxismo — PubMed.

Isso ajuda a colocar o papel do travesseiro no lugar certo. A proposta não é fazer o travesseiro “parar” o bruxismo, mas evitar que uma postura inadequada acrescente mais tensão a uma região que já pode estar sobrecarregada.

Pessoa dormindo de lado com cabeça e pescoço apoiados no travesseiro

Qual é a relação entre bruxismo, tensão muscular e posição de dormir?

Durante o bruxismo do sono existe atividade dos músculos responsáveis pelos movimentos da mandíbula. Já a posição em que dormimos determina como cabeça, pescoço, ombros e face ficam apoiados.

São coisas diferentes, mas que podem se encontrar durante a noite.

Uma pessoa pode ter bruxismo e, ao mesmo tempo, dormir com a cabeça excessivamente inclinada, pressionar a mandíbula contra o travesseiro ou colocar a mão sob o rosto para encontrar uma posição confortável. Nesses casos, existe um componente postural acontecendo junto com a atividade muscular.

Também é importante não colocar todos os sintomas na conta do bruxismo. Dor na mandíbula, cefaleia, tensão facial, desconforto cervical e sensibilidade na região da Articulação Temporomandibular (ATM) podem ter diferentes origens e precisam ser avaliados dentro de um contexto mais amplo.

A relação entre bruxismo e Disfunção Temporomandibular (DTM), inclusive, vem sendo estudada há bastante tempo.

Uma revisão de Daniele Manfredini e Frank Lobbezoo, publicada em 2021, analisou 47 estudos e mostrou que essa associação varia de acordo com a maneira utilizada para identificar o bruxismo. Estudos baseados apenas no relato dos pacientes chegaram a resultados diferentes daqueles que utilizaram métodos instrumentais. Revisão sobre bruxismo do sono e DTM — PubMed.

Já uma meta-análise de Hamed Mortazavi e colaboradores, publicada em 2023, encontrou associação estatística entre bruxismo e DTM nos estudos analisados. Isso reforça a importância de investigar os dois fenômenos, mas não permite concluir que todo bruxismo provoca DTM ou que toda DTM tenha origem no bruxismo. Meta-análise sobre bruxismo e DTM — PubMed.

E onde entra a posição de dormir?

É mais fácil entender olhando para alguém deitado de lado.

O ombro fica entre o colchão e a cabeça e cria um espaço que precisa ser preenchido pelo travesseiro. Se ele for muito baixo ou muito alto para aquela pessoa, a cabeça pode ficar inclinada em relação ao restante da coluna.

Por isso, a altura adequada do travesseiro depende também do corpo de quem vai utilizá-lo.

Essa preocupação já aparecia no artigo que apresentou o conceito do Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep® à comunidade profissional, publicado na Revista FISIO & TERAPIA em 2003. Os autores discutiam a importância de apoiar cabeça e pescoço buscando uma posição neutra e relacionavam a escolha do travesseiro ao biotipo do usuário.

Mas existe uma particularidade quando falamos de mandíbula.

Algumas pessoas, principalmente quando dormem de lado e mais encolhidas, acabam colocando a mão ou o braço embaixo do rosto. O artigo de Boanerges Araújo Netto Jr. e colaboradores discute justamente a pressão externa exercida sobre a mandíbula nessas posições e sua possível relação com contrações musculares prolongadas.

Em vez de avaliar um travesseiro apenas pela sensação de maciez, portanto, vale observar quatro coisas:

  1. A cabeça fica alinhada com o restante da coluna?
  2. O pescoço está apoiado sem ficar inclinado demais para cima ou para baixo?
  3. A mandíbula encontra apoio ou você costuma colocar a mão ou o braço embaixo do rosto?
  4. A altura do travesseiro combina com seu ombro, seu corpo e o colchão em que você dorme?

Essas perguntas dizem muito mais sobre ergonomia do que simplesmente escolher entre um travesseiro “alto” ou “baixo”.

Comparação entre alinhamento correto e incorreto da cabeça e coluna cervical ao dormir

Como o travesseiro pode ajudar no posicionamento da mandíbula e da coluna cervical?

Um bom travesseiro precisa fazer algo aparentemente simples: preencher o espaço entre o colchão e a cabeça sem forçar uma posição artificial.

Quando a pessoa dorme de lado, isso envolve ombro, pescoço, cabeça e também a forma como a mandíbula encontra apoio.

Foi a partir dessa relação que surgiu o Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep®.

O produto foi desenvolvido pelo Dr. Boanerges Araújo Netto Jr., cirurgião-dentista especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial. O artigo que apresentou seus fundamentos foi publicado em 2003 e descreve como observações sobre postura, apoio mandibular e cervical levaram ao desenvolvimento do formato original.

Desde então, o Bona’Sleep® foi remodelado. A versão atual mantém o princípio ergonômico original, mas utiliza uma nova construção, com encaixe anatômico para o ombro e regulagem de altura por camadas removíveis.

1. Encaixe anatômico para o ombro

Esse talvez seja o detalhe que mais chama atenção quando se olha para o Bona’Sleep® pela primeira vez.

Em vez do formato totalmente retangular de um travesseiro convencional, ele possui um recorte onde o ombro pode se encaixar. Assim, a pessoa consegue aproximar o corpo do travesseiro sem precisar avançar o ombro sobre a área destinada à cabeça.

Isso se torna particularmente interessante quando dormimos de lado e assumimos uma posição um pouco mais encolhida.

O próprio desenvolvimento do Bona’Sleep® começou a partir dessa observação. No artigo original, Boanerges relata ter percebido a tendência de usar a mão como apoio quando a mandíbula ficava fora da superfície do travesseiro. A partir daí surgiu o primeiro protótipo com encaixe para o ombro.

O formato atual preserva essa ideia: aproximar ombro e travesseiro sem retirar da cabeça e da mandíbula a área necessária para apoio.

Travesseiro Ergonômico Bona'Sleep com encaixe anatômico para o ombro

2. Regulagem de altura entre 7 e 14 cm

Outra diferença importante está dentro do travesseiro.

O Bona’Sleep® atual mede 35 × 60 cm e permite regular sua altura entre aproximadamente 7 e 14 cm. Para isso, utiliza quatro camadas removíveis: duas de 2 cm, uma de 1 cm e outra de 0,5 cm.

Na prática, isso permite experimentar diferentes configurações em vez de obrigar pessoas com corpos diferentes a utilizar exatamente a mesma altura.

Imagine duas pessoas dormindo de lado. Uma tem ombros estreitos; a outra, ombros largos. A distância entre a cabeça e o colchão não será necessariamente a mesma.

E existe outra variável: o próprio colchão.

Se o ombro afunda mais no colchão, a distância que o travesseiro precisa preencher pode diminuir. Em uma superfície com menor acomodação, essa distância pode ser maior.

Por isso, não faz muito sentido falar em uma única altura ideal de travesseiro para todo mundo.

Quatro camadas removíveis permitem personalizar a altura do Bona’Sleep®.

3. Régua Bona’Sleep® para auxiliar na definição da altura

A regulagem resolve uma parte do problema. A outra pergunta é: por onde começar?

Para isso existe a Régua Bona’Sleep®.

O sistema utiliza uma referência corporal para auxiliar na escolha da configuração inicial do travesseiro. No material atual, são apresentadas a Régua Metálica Bona’Sleep® e a Régua Impressa Bona’Sleep®, utilizando como referência o espaço entre o sulco da axila e a lateral da face.

A medida não precisa ser entendida como uma fórmula rígida. Ela funciona como um ponto de partida para a regulagem.

Depois disso, é possível retirar ou acrescentar as camadas internas e observar o posicionamento real da pessoa sobre o colchão.

Corpo + largura do ombro + comportamento do colchão = altura necessária para aquele usuário.

A Régua Bona’Sleep® ajuda a definir a configuração inicial da altura.

Imagem sugerida: Foto da medição do usuário com a Régua Bona’Sleep®, mostrando o ponto de referência corporal.
ALT sugerido: Medição da altura do travesseiro com a Régua Bona’Sleep

4. Apoio da cabeça, mandíbula e coluna cervical

Aqui está uma diferença importante entre o conceito do Bona’Sleep® e a ideia genérica de um “travesseiro para cervical”.

O projeto considera cabeça, mandíbula, pescoço e ombro como partes do mesmo posicionamento durante o sono lateral.

Isso não quer dizer que o Bona’Sleep® interrompa o bruxismo. A atividade dos músculos mastigatórios que caracteriza o bruxismo é outra questão.

O que se busca é não acrescentar uma posição inadequada durante horas de sono a uma região que já pode estar submetida a tensão muscular.

Essa preocupação já fazia parte do projeto original. No artigo de 2003, os autores apontaram o encaixe para o ombro e a possibilidade de ajuste da altura como diferenciais ergonômicos do Bona’Sleep®. No mesmo trabalho, fizeram uma ressalva relevante: seriam necessários mais estudos para comprovar a eficácia clínica do modelo.

É uma distinção que vale preservar até hoje: uma coisa é melhorar as condições de suporte e posicionamento; outra é afirmar que um travesseiro trata o bruxismo.

Como escolher um travesseiro adequado para quem tem bruxismo ou DTM?

Se você tem bruxismo, DTM ou costuma acordar com tensão na mandíbula, não procure simplesmente por um “travesseiro anti-bruxismo”.

Esse termo dá a impressão de que existe um travesseiro capaz de resolver o problema sozinho, e não é assim que o bruxismo deve ser abordado.

Faz mais sentido observar alguns critérios objetivos.

O primeiro é como você costuma dormir. Quem passa boa parte da noite de lado precisa de espaço suficiente para o ombro e de uma altura capaz de sustentar a cabeça sem inclinar excessivamente o pescoço.

Depois vem o biotipo. A largura dos ombros interfere diretamente no espaço entre cabeça e colchão.

O terceiro ponto é o colchão. Ele não deve ser analisado separadamente do travesseiro, porque o quanto ombro e quadril afundam na superfície muda a posição final da coluna.

E, por último, vale observar algo que muitas vezes passa despercebido: onde ficam suas mãos enquanto você dorme?

Se você frequentemente coloca a mão ou o braço embaixo da face para conseguir apoio, pode ser interessante observar se o formato e a altura do travesseiro estão adequados à sua posição.

No Bona’Sleep® atual, esses fatores são trabalhados em conjunto por três recursos: encaixe anatômico para o ombro, quatro camadas removíveis para ajuste da altura e Régua Bona’Sleep® como referência para a configuração inicial.

E para quem acorda com dor ou tensão?

Aqui existe um limite importante.

Dor frequente na mandíbula, dificuldade para abrir a boca, dor próxima ao ouvido ou na região das articulações temporomandibulares, cefaleias recorrentes e sinais de desgaste dos dentes não deveriam ser tratados apenas com a troca do travesseiro.

Uma revisão sistemática de Jiménez-Silva e colaboradores, publicada em 2017, encontrou possível associação entre bruxismo e diferentes manifestações de DTM, mas também apontou limitações na qualidade das evidências disponíveis. Revisão sistemática sobre bruxismo e DTM — PubMed.

Nesses casos, o travesseiro pode fazer parte do cuidado com a ergonomia durante o sono, mas a investigação do bruxismo, da DTM ou da dor orofacial deve ser feita por um profissional habilitado.

O Bona’Sleep® trata o bruxismo?

Não. O Bona’Sleep® não deve ser apresentado como tratamento para bruxismo.

Seu papel está em outro ponto: oferecer condições de suporte para que cabeça, mandíbula e coluna cervical permaneçam em uma posição mais adequada durante o repouso.

O Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep® utiliza um formato pensado para acomodar o ombro, preservar área de apoio para cabeça e mandíbula e permitir que a altura seja ajustada de acordo com cada usuário.

Para alguém que convive com bruxismo, tensão mandibular ou DTM, isso significa olhar também para aquilo que acontece durante várias horas todas as noites: como o corpo está apoiado enquanto dorme.

O acompanhamento profissional continua sendo necessário quando existem sintomas. O travesseiro entra como parte da ergonomia do sono, não como substituto do diagnóstico ou do tratamento.

Bruxismo exige diagnóstico. Postura exige suporte. Durante o sono, os dois merecem atenção.

Perguntas frequentes sobre bruxismo, sono e travesseiro

Quem tem bruxismo precisa de um travesseiro específico?

Não existe um “travesseiro anti-bruxismo” capaz de tratar o problema. O que vale observar é se o travesseiro oferece uma altura adequada e permite que cabeça, cervical e mandíbula encontrem uma posição confortável, sem criar sobrecargas posturais desnecessárias.

Dormir de lado pode piorar o bruxismo?

Dormir de lado não deve ser considerado uma causa do bruxismo. Nessa posição, porém, a altura e o formato do travesseiro ganham importância porque influenciam a maneira como cabeça, pescoço, ombro e mandíbula ficam apoiados.

Qual é a altura ideal do travesseiro para dormir de lado?

Não existe uma medida que funcione para todas as pessoas. Largura dos ombros, biotipo, posição de dormir e o quanto o corpo afunda no colchão interferem na altura necessária. Por isso, a possibilidade de ajustar o travesseiro pode ser útil.

O travesseiro pode ajudar quem tem DTM?

Um travesseiro adequado pode ajudar a evitar posições que acrescentem sobrecarga à mandíbula e à região cervical durante o sono. Isso não significa que ele trate a Disfunção Temporomandibular. Quando existem sintomas de DTM, é indicada avaliação profissional.

O Bona’Sleep® substitui a placa para bruxismo?

Não. O Bona’Sleep® e a placa têm funções diferentes. O travesseiro atua no suporte postural durante o sono e não substitui placa, diagnóstico ou qualquer tratamento odontológico indicado para o paciente.

Principais pontos

  1. Bruxismo e postura durante o sono são questões diferentes, embora possam coexistir na mesma pessoa.
  2. Altura e formato do travesseiro interferem na maneira como cabeça, mandíbula, ombro e coluna cervical permanecem apoiados durante a noite.
  3. O Bona’Sleep® atual possui encaixe anatômico para o ombro e quatro camadas removíveis que permitem regular sua altura entre aproximadamente 7 e 14 cm.
  4. A Régua Bona’Sleep® fornece uma referência inicial para personalizar a altura do travesseiro de acordo com as características corporais do usuário.
  5. O Bona’Sleep® deve ser apresentado como um recurso de ergonomia e suporte durante o sono, e não como tratamento para bruxismo ou substituto de avaliação profissional.

Conheça o Travesseiro Ergonômico Bona’Sleep®

Encaixe anatômico para o ombro, altura ajustável e um formato desenvolvido para favorecer o posicionamento de cabeça, mandíbula e cervical durante o sono.

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